domingo, março 11, 2007

Sonho do além

Poesia será quando o Homem quiser

No azul infinito da esperança
Vagueiam nossos anseios desmedidos
Na luta diária da sobrevivência
Gastamos os nossos sentidos
***
Nuvens escuras escondem tristezas
De azul colorimos os desejos
Trilhamos caminhos de incertezas
Sonhamos amores benfazejos
***
Vida insípida do dia a dia
É a pedra do caminho
Numa etapa mais tardia
Colheremos o nosso destino
***
Um corpo sem alma teremos
Um dia sem vida vai nascer
Nas asas de anjos voaremos
Rumo ao poente no entardecer
***
Corpo não levaremos
O espírito substituiu o ser
Que fardo carregaremos?
Aquele que Deus nos der
***
Para além do infinito
Há a estação de permanência
Será um lugar bonito?
Ou princípio da nossa ciência?
***
Terra é mera passagem
Nascemos do nada feito ser
A vida é miragem
Que acaba sem se saber
***
O Mundo é terra de poetas
Mulheres e Homens que escrevem o ser
Sentem e vivem as letras
Amam na vida o doce alvorecer
*****

Poema de Eduardo Santos

Nota: Dia 11 de Março é um dia para recordar. Não no melhor sentido, mas é necessário não esquecer o mal que ocorre no Mundo para lembrar que a vida humana é sagrada e que não há Homem ou Mulher que tenha o direito de a eliminar. O poema que escrevi acima é um desejo e um hino à vida humana. À liberdade individual e colectiva. Só assim é possível, vida + liberdade + responsabilidade = amor pela vida e respeito pela do próximo. Quero dedicar este simples poema a Nancy Moisés que hoje comemora 1 ano no blog Lua em Poemas bem assim como a todos aqueles poetas que cantam, através da escrita, a liberdade humana de criar. É uma homenagem este contributo humilde, mas de coração aberto. Obrigado.


quinta-feira, março 08, 2007

DIA DA MULHER

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Hoje comemora-se o dia internacional da Mulher. É normal associarmos à mulher: beleza, maternidade, amor, direitos e tantos outros adjectivos e/ou condições que podem exprimir o que pensamos ou desejamos para ou delas. Contudo, a mulher - tal como o homem - desde que nasce até que morre, pode traçar os seus objectivos de vida. Umas alcançam-nos, outras não. Eu admiro na mulher principalmente o carácter, a formação, o amor, a beleza. São essas qualidades que, em conjunto com outras, me encantam. Mas para este dia quis escolher uma mulher modelo, cujas qualidades de amor ao próximo, muito admirei e me seduzem: Madre Tereza de Calcutá. Foi uma mulher que dedicou uma vida aos mais desfavorecidos, deixou atrás de si uma obra que hoje é reconhecida e apreciada, da qual beneficiam talvez milhões de pessoas. É um exemplo de vida a seguir, para quem tiver coragem de o fazer. Com este testemunho de amor que vos deixo, formulo votos de que cada mulher possa encontrar e seguir os seus objectivos, obtendo a felicidade plena, segundo a sua medida.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Interlúdio

Há momentos em que sabe bem parar para pensar, daí o nome deste post: interlúdio. É um espaço de tempo que quero aproveitar para escrever sobre a mãe natureza e a beleza que encerra. O inverno é - normalmente - uma época que consideramos menos agradável. A chuva, o vento, o frio que nos tolhe os movimentos, o carro que custa a pegar, são tudo pequenos senão que temos de ultrapassar. Quando estamos com alguém que conhecemos pela primeira vêz - ou com quem não temos muita confiança - a primeira coisa que nos ocorre é falar no tempo. Hoje está mais frio que ontem....., choveu tanto esta noite....., era tão bom que amanhã fizesse sol .... e outras frases indênticas. Na verdade, também estas pequenas coisas são necessárias por muitos motivos, se não, vejamos. Estas últimas semanas tem alternado chuva com sol, frio com temperaturas mais elevadas - embora próprias da época - mas tudo isso é bom. Há menos de dois mêses coloquei estes narcisos na terra, foram crescendo e a semana passada já estavam a abrir, hoje têm este aspecto. É agradável a visão que proporcionam as suas campainhas de uma amarelo cor de ovo - inclinadas, como se estivessem a fazer-nos uma vénia - como que a dizer-nos: olá, aqui estamos. A natureza é sempre bela e quando não a vemos como tal, então não vemos bem, certamente. O belo é observado pelos olhos, absorvido pelo raciocínio e vivido com o coração. Quando se ama, o feio tranforma-se em bonito, não é verdade? A beleza que nos sugere as flores é uma oferta da natureza e poderemos interpretá-la como uma benção do Criador. Se amarmos a natureza, estaremos a amar o próximo também e por complemento Aquele que criou tudo isso. Compreender é fácil, viver amando é mais difícil, mas podem crer que é o mais belo que há.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Fátima Cidade e Santuário


Fátima foi fundada como freguesia em 1568, mas para a história do séc. XX, só passou a ser conhecida após o ano de 1917, época em que se verificou um fenómeno na Cova da Iria que viria a tranformar este pequeno lugar numa das cidades mais conhecidas do Mundo. A freguesia de Fátima tem uma área de 71,29 km2 e pouco mais de 10.000 habitantes. Foi elevada a Vila em 19 de Setembro de 1977 e posteriormente a Cidade em 12 de Julho de 1997. Em Junho de 2003 e após cerca de 10 anos de luta, foi-lhe outorgado a autonomia administrativa passando a concelho em Lei aprovada por unanimidade na Assembleia da República, tendo como justificativo a sua espefícidade. Esse dia levou até ao Parlamento mais de meio milhar de fatimenses e com a aprovação da lei na generalidade, foi a festa do povo nas imediações da Assembleia da República e mais tarde em Fátima, onde a comitiva foi recebida em festa. Foi enorme a desilusão quando, no mês seguinte, a Lei foi vetada pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio. O impacto da decisão do P.R. não foi compreendida pela população e forças locais. Uma onda de indignação subjugou uma população revoltada, mas silenciosa. A alegria da autonomia em relação ao concelho de Ourém dera lugar a uma tristeza indescritível.
Actualmente, de acordo com as estimativas conhecidas, rumam a Fátima cerca de quatro milhões e meio de visitantes anuais.

sábado, fevereiro 03, 2007

Fátima, cidade de contrastes



Durante a semana que amanhã se inicia, vou abordar um tema que me é muito caro: Fátima, uma cidade que em 1917 era uma simples e pouco conhecida freguesia do concelho de Ourém mas, graças aos acontecimentos verificados nesse ano - a aparição de Nossa Senhora a três pastorinhos no lugar da Cova da Iria -, alterou por completo a pacatez deste lugar. Desde então, este lugarejo foi motivo de procura dos crentes quer do País, quer do estrangeiro, tornando-se naquilo que é hoje: uma cidade que alberga um dos santuários mais conhecidos e procurados em todo o Mundo. Fátima desenvolveu-se graças ao fenómeno religioso que se tornou no seu motor mas a sociedade civil e o poder não acompanharam devidamente essa evolução. É esta cidade com caraterísticas muito próprias que tentarei dar a conhecer ao longo dos artigos que irei postar. Abri com um trabalho fotográfico obtido anteontem, a basílica de Fátima tendo como fundo o pôr do sol, é intencional, pois na aparição de Nossa Senhora ela disse que faria um milagre - o chamado milagre do sol - para que os homens acreditassem e fê-lo em Outubro desse ano perante cerca de 70.000 assistentes na Cova da Iria. Para quem não acredita, é um tema controverso, mas falaremos disso mais além.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Referendo ao aborto

Como todos sabemos, os portugueses vão ser chamados a votar no referendo ao aborto a ocorrer em 11 de Fevereiro próximo. Sendo um assunto que envolve polémica, dado que os seus promotores fizeram deste uma bandeira política, inclusivé não respeitando os direitos da Mulher - de que se dizem arautos -, e querendo fazer-nos crer que a despenalização do aborto é a única solução para defender as mulheres que engravidaram e pretendem dessa forma eliminar o fruto da sua relação consentida ou não, estão a ir contra os elementares princípios dos direitos humanos que devem ser reconhecidos a todo o ser humano. É necessário proteger sempre os mais fracos e neste colidir de direitos entre mãe e filho, não tenho dúvidas em optar por aquele que não se pode defender: o novo ser humano que nasce e que neste caso, nem a sua própria progenitora o acolhe antes, opta por eliminá-lo - ou outros com o seu consentimento -, mesmo já sendo um ser vivo. A vida é gerada por vontade de um Criador, apenas Ele e só Ele, poderá ter a última palavra. Seria bom que reflectissemos sobre algo muito simples: se a nossa mãe tivésse abortado, nós hoje não estaríamos aqui para concordar ou discordar de tal acção. A pergunta do referendo é: "Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?". Este tema é muito caro a certa "esquerda" da política portuguesa mas, independentemente de opções políticas, é ainda mais penoso verificar que aqueles que nos governam (a todos os portugueses) tomam posição por uma minoria da população, pondo em risco o todo a quem deveriam servir, pois foi para tal que o povo português os elegeu. De facto, é imoral e vergonhoso sobretudo, quando o povo português se debate com outros problemas bem mais graves nos aspectos económicos e sociais. Quero aqui recordar as palavras do saudoso Papa João Paulo II, quando disse (referindo-se ao aborto): Um país que mata os seus próprios filhos, não tem futuro. Aqui deixo esta frase para que todos, sendo a favor ou contra, possam reflectir e tomar a melhor decisão nesta matéria. É essencial que os portugueses não se abstenham no dia 11 de Fevereiro, por favor marquem a vossa posição a favor da Vida, pois a resposta ao referendo para mim é clara: NÃO. Sim à Vida, Não à morte.
Nota: dado que o tema merece um acompanhamento mais personalizado, criei novo espaço em SIM À VIDA, http://edusant.blogspot.com/ onde terei todo o gosto em receber todos aqueles que o desejarem.

domingo, dezembro 31, 2006

Bom Ano de 2007


A tradição ainda é o que foi outrora. Nesta quadra, expressamos os nossos sentimentos de amizade àqueles que nos rodeiam - ou estão longe - mas, com os quais estamos em comunhão. Formulamos votos de que alcancem o que pretendem e para isso, utilizamos os mais variados meios, muitas vêzes sugestionados pela publicidade comercial. No meio de tudo isto: prendas, festas, viagens, acabamos por gastar as nossas energias e dinheiro. Tudo isso poderá ser bom, possívelmente vai satisfazer o nosso ego e até poderemos aparentar um sentimento de alegria sincera ou ilusória. Mas a verdadeira vivência desta época festiva deve partir do nosso coração. Um coração que seja o apelo à consciência de um balanço de vida, da retoma de objectivos já olvidados, da procura da paz interior e exterior. Se estivermos em paz connosco, ela vai refletir-se nos outros e estará em sintonia com aqueles que a procuram.
Para o meu "cartão" de Boas Festas escolhi esta foto de uma roseira pequenina que tenho à entrada de minha casa. Em pleno mês de Dezembro apresenta estas lindas rosas - que apelido de "rosas de inverno". É com esta imagem por fundo que endereço a todos que me visitam ou que comigo partilham, os votos de um Novo Ano onde a cor destas pétalas marque as vossas vidas; o odor das rosas possa constituir o doce enlevo dos vossos sentidos; o desabrochar dos botões corresponda às virtudes que possais emanar para os outros e finalmente, que o verde das suas folhas seja a esperança de uma vida, durante a qual sejais felizes e o vosso coração se abra aos outros para que eles sejam felizes também. A sugestão é minha, mas o caminho tereis que o escolher. Paz e Bem.

sábado, dezembro 23, 2006

Vamos viver o Natal

Esta foto do marco de correio é uma imagem para recordar.... apesar de ainda existirem alguns pelo país, a verdade é que representaram toda uma época que está a findar. Recordo-me que por esta ocasião do ano escrevia e enviava algumas dezenas de cartões de boas festas, primeiro escrito pelo próprio punho, mais tarde já os cartões traziam um texto e eu apenas assinava, mas agora há outros meios - sobretudo o telemóvel - que os substituiram. Também eles estão em "vias de extinção", caminham a passos largos para serem uma raridade. Começo a ter saudades, não dos cartões, mas do tempo e da forma como se vivia, da troca de votos pela via escrita. Tinha o seu encanto, um aroma muito especial de intimidade individual. Mas como quase tudo tende a evoluir - ou a mudar -, estou nessa, como dizem os mais novos, também envio as boas festas através de SMS. Aqui e agora, deixo-vos apenas o recipiente para que possais recordar um meio de transporte que milhões de pessoas utilizaram para exprimir os desejos de Boas Festas, com mais ou menos "floreados", de forma sincera ou quase obrigatória na época natalícia. Sejamos realistas, o modo pouco interessa, o importante é que os nossos desejos sejam formulados de coração aberto para todos aqueles que nos rodeiam. A Net é uma forma privilegiada para o fazer, pois o seu alcance e difusão são algo excepcional. Vamos aproveitar esta via e endereçar a todos que tenham a felicidade de viver nesta época e neste planeta, o desejo de que tenham um Natal agradável, mas sobretudo que vivam esse espírito de paz e amor que nos aconchega a alma, lutando para que haja Natal todos os dias. Recordemos aqueles que não não têm condições - seja quais forem - e se estiver ao nosso alcance, estendamos uma mão amiga. Pior que a falta de alimentos e outros bens essenciais, será a injustiça que se abate diàriamente sobre milhões de seres humanos que não sabem o que é viver o sonho de um Natal Feliz. Quantas vêzes uma palavra amiga de conforto vai ajudar a atenuar a falta de condições, apesar de não as substituir. Porque este Natal de 2006 é único - nunca aconteceu e jamais retrocedrá -, convido-vos a uma reflexão serena no sentido de perguntar a cada um de nós: o que fiz eu em favor daqueles não têm Natal? Que Aquele que tudo nos dá nos ajude a responder com verdade a esta pergunta e alguém possa receber não uma resposta, mas um carinho nosso que pode ser traduzido naquilo que mais desejarmos fazer pelos que não têm Natal. Um Santo e Feliz Natal para todos.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Dia Mundial da Sida

Comemora-se hoje o Dia Mundial da Luta contra a Sida. Desde que surgiu - ou passou a ser conhecida como tal - esta doença há 25 anos, não parou de aumentar o número de vítimas por todo o mundo. Governos, instituições, personalidades, doentes e familiares mantêm uma luta cerrada para combater o flagelo. Estima-se que a sida já tenha sido a causa de morte de 25 milhões de pessoas em todo o mundo e que o número de infectados com o HIV se cifre em cerca de 40 milhões. De acordo com o relatório da UN/OMS, a sida é a doença mais mortal da história da Humanidade. É arrepiante esta informação e os números são impressionantes.
África é o continente com mais infectados logo seguida da Ásia. Na África do Sul há mais de 240 mil infectados com menos de 15 anos, o que significa que a doença está atingir cada vez mais os jovens. As perspectivas futuras não são animadoras, a Onu/Sida avança que a epidemia continuou a aumentar no ano de 2006 a nível mundial.
Portugal não é excepção. Entre 52 países europeus, Portugal ocupa o segundo lugar no número de novos casos de infecção. A sida no nosso país deverá atingir cerca de 60 mil infectados, sendo o único país europeu em que a mortalidade por esta doença permanece sem descer. Segundo estudos da Aidsportugal, morrem três pessoas por dia, vítimas desta doença.


Os gastos no tratamento desta doença no nosso país poderão equivaler a um valor de 504.7 milhões de euros/ano para este número de atingidos. São as contas que a Associação GATportugal avança. Portugal é o único país da Europa onde a principal causa de morte para homens entre os 24 e 39 anos é a sida. É um recorde de que não nos podemos orgulhar e que teremos de combater ferozmente. O Governo português tem um "Programa Nacional de Prevenção do VIH/SIDA". De acordo com as palavras do seu actual coordenador, Henrique Barros, "não fomos ainda capazes de diminuir claramente o número de doentes com sida ou que morrem com a doença". É uma constatação de que o problema é complexo e cuja resolução não está à vista. O programa agora lançado pretende: "prevenir a doença, garantir tratamento de qualidade e promover uma resposta social eficaz". Façamos votos para que tenham os meios adequados para tal e um mínimo de êxito que nos permita manter alguma esperança para o futuro.


A organização Mundial de Saúde refere que "existem enormes falhas e desafios a necessitar de resposta". A prevenção é dos aspectos mais importantes. Seja a abstinência sexual, como defendem alguns; a educação sexual que outros consideram primordial com ou sem uso do preservativo. Há factores de alto risco que é necessário corrigir, casos das drogas injectáveis ou relações sexuais não protegidas, mas tudo isto será muito pouco se cada um de nós não reflectir nas consequências desta doença. Há uma responsabilidade colectiva, sobretudo dos Governos, mas a nossa - individual, de cada cidadão - é inalienável. Como diz o povo: não podemos passar a bola. Temos obrigação de estar devidamente informados, ajudar os outros na obtenção dos meios que lhes permitam fazer frente à doença e nunca ser indiferentes àqueles que a têm e podem precisar da nossa colaboração. A solidariedade para com os outros não pode ser palavra vã. Vamos lutar por esta causa, segundo as nossas possibilidades mas, também, de acordo com as nossas obrigações de cidadãos do Mundo.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Outono, uma estação de esperança



No outono de muitas cores

Predomina o amarelo da vida

Tal como as folhas caídas

Após forte ventania

Mas a porta está aberta

Em frente à estrada da vida

Segue-a, seja curta ou longa

Terá que ser percorrida

No seu termo encontrarás o inverno

Não pares para lamuriar

Abre o teu coração desalentado

Diz à primavera para entrar




A marca indelével da existência que foi a vida está a escoar-se lenta e suavemente, a ampulheta do tempo é a atroz realidade intransponível. O passado não volta, serve apenas de recordação de bons e maus momentos. Lembrá-los poderá ser uma angústia ou um prazer, dependendo da nossa consciência e da capacidade de análise que possamos interiorizar. Há tempo para arrenpendimento, espaço para remediar e vontade para fazer aquilo que não conseguimos e ainda desejamos. Se o tempo urge, a vontade exige. Vamos em frente sem hesitação, o prémio está à nossa espera.





Após o outono surge o inverno, estação que aconselha mais cuidados a todos e cada um de nós. A interioridade individual é premente. Procuramos o calor humano no coração das pessoas, muitas vezes o exterior - onde o gélido dos sentimentos nos magoa - não conta, mas a sua realidade coexiste no dia a dia. O frio da sociedade e as chuvas do egoísmo não podem impedir-nos de marcar o caminho. Tal como o inverno faz subir o caudal das águas do ribeiro, este segue inaplávelmente o seu curso até ao final, onde poderá diluir-se, sustentado em lugar seguro. Depois da sua passagem nada fica igual, quase tudo se transforma desde as pedras mais polidas até à vegetação que adquire um porte e cores de vida. Ao vislumbrarmos a imagem da ribeira que está acima, poderemos sentir a doce paz da tranquilidade que todos nós ansiamos e que pode permitir-nos ultrapassar todas as estações da vida com um sorriso de felicidade, mesmo no meio das agruras do quotidiano. Aí, sim, teremos direito a uma primavera que entranhará no nosso coração e transbordará como um bálsamo para todos aqueles que connosco percorrem o mesmo caminho. Para que o ditado popular "as palavras, leva-as o vento" não tenham significado para nós, vamos passar do pensamento à prática e olhar em redor, perscrutando os anseios e carências daqueles que sofrem e dar-lhe uma mão - conforme as nossas possibilidades - , mas se tal não for possível, uma palavra de conforto ou um sorriso, também podem ajudar.

sábado, novembro 11, 2006

Viva o verão de S. Martinho


Hoje é dia de S. Martinho, um santo muito festejado pelo povo. Um santo que, segundo os escritos que se conhecem, nasceu possívelmente no ano de 317 da nossa era em solo do então império romano. Consta que era filho de um soldado do exército romano, estudou em Pavia e foi cavaleiro da guarda imperial. Diz-se que por volta do ano 338 um acontecimento mudou a sua vida. Numa noite fria e chuvosa, Martinho viu um mendigo com ar miserável e quase nu, teve pena dele e cortou metade da sua capa de cavaleiro, tendo entregue ao indigente. O seu gesto de solidariedade para com o infeliz serviu de riso aos seus companheiros de armas, dado ele ter ficado apenas com meia capa. Mas segundo a lenda, de imediato a chuva parou e surgiram uns raios de sol entre as núvens. Seria um sinal do céu. Ainda de acordo com os escritos, Martinho teve no dia seguinte uma visão, ouvindo uma voz que lhe disse "cada vez que fizeres o bem ao mais pequeno dos teus irmãos é a mim que fazes". Após este encontro com o pobre (que seria o próprio Jesus) , Martinho pede o baptismo, muda o seu comportamento - deixando de perseguir os cristãos - e exilou-se em França. Aí fundou o mosteiro de Ligugé e depois outros. A vida de virtude que encetou, levou muita gente a seguir a via monástica. As suas pregações, despojamento e simplicidade servem como exemplo e é considerado santo.
S. Martinho dedicou a sua vida à pregação, foi Bispo de Tours e gerou grande controvérsia devido à sua actuação. Mandou destruir templos pagãos, introduziu festas religiosas e defendeu sempre a independência da Igreja face ao poder político. Martinho morreu em Candes no mês de Novembro do ano de 397, tendo o seu féretro chegado a Tours em 11 de Novembro desse ano. O culto a este santo começou logo após a sua morte. A fama da sua santidade espalhou-se rápidamente pelo mundo. Em Tours foi edificada uma basílica que serviu de peregrinação durante séculos. O povo ligou o culto de S. Martinho à terra e aos seus produtos, especialmente o vinho. São conhecidos muitos provérbios relacionados com este dia. Cito apenas três para finalizar:
Este é um dia especial, vamos aproveitá-lo o melhor possível, umas castanhas assadas e um copo de vinho, vinham mesmo a calhar....
Bom fim de semana para todos.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Pobreza cresce em Portugal

A expressão do desespero da pobreza em Portugal?


É uma feliz coincidência estar a abordar este tema hoje, dia 1 de Novembro, data em que é comemorado em Portugal o Dia de Todos os Santos. Segundo a tradição, houve santos pobres e ricos, mas todos tiveram um denominador comum: o amor a Deus e ao próximo, ou seja a quem nos criou e àqueles que perto ou longe, connosco vivem neste mundo. Daí, eu entender que, pobres ou ricos, todos teremos que seguir o mesmo caminho dos santos: amor e solidariedade total uns com os outros mas, especialmente, os mais pobres, pois estes têm carências que é obrigação de cada um de nós ajudar a colmatar. Isso não é caridade, mas sim solidariedade. Há aqueles que nascem ricos e os outros que, por meios lícitos ou ilícitos, possuem quase tudo. Por outro lado há os que nascem pobres, vivem e morrem como tal, porque governos e sociedade permitem que isso aconteça. Aqui, nós temos obrigações a cumprir, o que muitas vezes nos esquecemos ou simplesmente, procuramos ignorar.
Mas é a pobreza em Portugal que eu quero reflectir convosco, apesar de a mesma se estender a todos os continentes. O nosso País é pequeno em superfície e população, mas assiste dia a dia a um agravamento das desigualdades no que respeita à repartição da riqueza. Dados de 2004 e 2005 já revelavam que Portugal é aquele cuja população mais vive sob a ameaça da pobreza no continente europeu. UM EM CADA CINCO PORTUGUESES VIVE ABAIXO DO LIMIAR DA POBREZA. São dados da União Europeia (EU). A Rede Europeia Anti-Pobreza em Portugal (REAPN) já em 2005 alertava e pedia que o combate à pobreza e à exclusão social fosse uma realidade. A existência de 2 milhões de pessoas que vivem em situação de pobreza em Portugal, traduz uma injustiça e constitui uma ofensa à dignidade pessoal e um desrespeito pelos direitos humanos, que só nos pode incitar ao inconformismo (….) a que pretendemos dar voz, procurando que o mesmo se transforme numa energia colectiva positiva”. O Instituto Nacional de Estatística (INE) revela em estudo recente que os 10% mais ricos auferem mais rendimento do que 50% da população portuguesa. Para uma definição mais linear, devemos acrescentar que os 10% mais ricos têm um rendimento quinze vezes superior aos 10% mais pobres.





Elucidativo, não é verdade? Perante esta triste realidade, o que faz o poder, especialmente o Governo? O ministro do Trabalho e da Solidariedade, Vieira da Silva, em declarações no Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza celebrado em 17 de Outubro último, reconheceu que Portugal ainda tem um longo caminho a percorrer para conseguir (?) este objectivo. “A pobreza e a exclusão social são dois problemas que têm de estar sempre no topo das preocupações de quem tem responsabilidade quer ao nível político, quer social”. Em meu modesto entender, considero uma frase do politicamente correcto, e que deve ser encarada apenas como tal. Aludiu ainda ao Plano Nacional para a Inclusão (PNAI) um instrumento governamental criado em 2000, declarando que na fase de 2006/2008 incidirá no combate à pobreza dos mais frágeis, na diminuição das desvantagens que a população tem nos domínios da educação e formação, no combate à exclusão e risco de pobreza a que estão sujeitas as pessoas com deficiência. Apesar disso, foi dizendo que “erradicar completamente as taxas de pobreza (em Portugal) até 2010 será muito difícil”. Estamos em crer que com o tipo de política governamental que está em prática, não será difícil, mas sim impossível, mesmo com muito boa vontade. A filosofia do Governo é apoiar a área económica - pública e privada – no sentido da criação de riqueza, deduzindo que dessa forma poderá surgir um maior equilíbrio em favor dos mais penalizados. Mas a realidade que vemos, indica que ao dar mais poder àqueles que já o detêm ou outros que o vierem a ter, apenas acentua a desigualdade, quando não é acompanhada por medidas concretas de restrição aos lucros desmesurados dos seus promotores. Há necessidade de encontrar meios para obstar a que isso aconteça. O problema da pobreza é deveras complexo e o Governo aí terá que projectar a iniciativa de regular pelos meios que tem ao seu alcance, não permitindo o alargamento das causas que impedem uma aproximação dos mais necessitados (aqui não falamos apenas do aspecto alimentar, que é muito importante, mas também de todos os outros factores geradores de proventos para a população). O ministro Vieira da Silva tocou num ponto muito importante ao dizer que é necessário: criar condições de acesso ao trabalho. Este é um dos factores que poderá influenciar um bom caminho, para além de outros de cariz social que é necessário implementar ou complementar. Haja coragem para o fazer. O desejo do Governo em criar parcerias entre diversas entidades – nomeadamente, autarquias, entidades públicas e privadas sem fins lucrativos – é outra meta que poderá ser muito positiva. Aqui teremos que destacar as entidades não governamentais que lutam no apoio à pobreza. É a estas que os portugueses devem agradecer boa parte do apoio recebido, pena que seja insuficiente. Há organizações não governamentais (ONG), entidades privadas religiosas e civis que travam uma luta cerrada em favor dos mais desfavorecidos. A pobreza, em Portugal, é um problema social grave. Governo e cidadãos têm que o reconhecer, porque os atingidos sentem-no na pele.
Creio que o tema exposto merece uma análise cuidada de todos nós. Ao abordá-lo é com o objectivo de contribuir para um profundo exame de consciência da sociedade e apelar quer às entidades públicas e privadas, quer a todos os cidadãos, para colaborar nesta luta – cada qual ao seu nível – no sentido de respeitar e apoiar o direito dos mais desfavorecidos a ter uma vida digna, como qualquer ser humano. Como o vamos fazer?


terça-feira, outubro 17, 2006

Poesia no partir?

Um dia ao acordar
Reparei que não acordei
Como devia...
Não vi o sol a brilhar
Num imenso breu mergulhei
Não via...
Foram tempos de agonia
Foram tempos de incertezas
(...)
Mas houve um outro dia
Que acordei...
...e finalmente já via

A esperança é uma réstea de luz, que não podes nem deves largar de mão.
Um beijo e um eco de mim




Não resisti a partilhar convosco um poema que uma amiga virtual me endereçou nos primeiros dias de Setembro passado. Os amigos da Net tem para mim um lugar especial que, embora não atingindo o grau de uma amizade plena, ao partilharem connosco o que escrevem e absorverem aquilo que transmitimos, passam a fazer parte do nosso espaço. É um tipo de amizade diferente, mas continua a ser amizade. É num momento de abandono que mais sentimos essa falta. Como gosto de me expressar mais por imagens que por palavras, aqui deixo uma flor que, em gíria popular, chamam a "flor da sorte". É a minha oferta para ti, Medusa, que ela te acompanhe e que o "até sempre" que nos deixás-te corresponda a um regresso mas, se tal não acontecer, sorri à vida, para que ela te possa sorrir.


domingo, outubro 08, 2006

Viver, sorrindo!


Chorar é o princípio e fim da nossa existência. No intervalo, que é uma vida inteira, temos a possibilidade de fazer algo mais: sorrir. Na verdade, há momentos na vida em que não podemos evitar a tristeza e as lágrimas, poderão ser momentos fugazes ou longos, mas tal como a primavera sucede ao verão, também as alegrias e sorrisos poderão despontar pelo tempo fora.
As cianças nascem a chorar, mas começam a sorrir cedo. À medida que crescem já sabem o que querem, choram quando algo as magoa,entristece ou não conseguem o que desejam, mas sempre que sorriem fazem-no de uma forma ternurenta e que faz "derreter" qualquer coração, por muito duro que seja.
Na juventude é mais fácil encarar o dia a dia com um sorriso, mesmo quando as dificuldades nos rodeiam, pois há sempre algo que compensa essas carências. Os jovens são propensos a encarar a vida com um sorriso e uma alegria espontânea, própria de quem olha para o futuro com esperança. Com o avançar da idade, as pessoas mudam para melhor ou pior e a partir daí começam a surgir no horizonte algumas nuvens de incomodidade para aqueles que têm mais privações de qualquer ordem. Para quem atinge os seus objectivos, o sorrir pode ser um meio para um fim agradável mas, para aqueles que não os alcançam, a postura de um sorriso pode atenuar a tristeza de não o haverem conseguido.

Mas sorrir sabe tão bem, predispõe instantaneamente o ser humano para um estado de espírito aberto, livre, generoso e mais compreensivo das pessoas e coisas que o rodeiam. O sorriso não tem idade, é sempre jovem, embora diferente. Recordo uma frase de alguém - que já não está entre nós - e que dizia: "sorri à vida para que ela te sorria". Afinal esta frase diz quase tudo, apenas fica ao critério de cada um a sua interpretação e consequente vivência ou não. O sorriso é contagioso e como tal é uma necessidade fisiológica de que não devemos prescindir. O sorriso atenua o mau humor e espalha uma sensação saudável de boa disposição a que todos devemos aderir. O sorriso abre-nos as portas boas da vida, nunca deixe de sorrir, mesmo que não esteja com disposição para tal, pois o esforço será compensado. Se ainda não ficou convencido(a) do valor de um sorriso, então observe as imagens de topo e fundo, podendo tirar as suas próprias conclusões.





HÁ MOMENTOS DE DOR....










QUE PODEM SER ULTRAPASSADOS
COM UM SORRISO
.










O meu contributo é uma singela rosa que coloco no meio deste texto, uma simples flor que ofereço com amizade e um pedido: por favor, sorria, sempre.

sábado, setembro 30, 2006

Animais nossos amigos



Se os santos gostam dos animais, porque é que nós não havemos de lhes querer bem também? Por princípio, respeito e estimo os animais. Em casa, os meus filhos tiveram sempre uma inclinação especial para os gatos e cães. Ao longo de muitos anos acolhi quer uns, quer outros. Tenho episódios passados que, só de me lembrar, sorrio com alguma nostalgia. Apenas duas passagens. Um dia tive que subir a uma árvore de um vizinho, um pinheiro de jardim - já alto, entroncado e de espessa ramagem - pois o gato tinha subido ao pinheiro e miava de aflição por não conseguir descer. Peguei num saco, engatinhei pela árvore e trouxe o amigo para baixo, mas os custos foram elevados: apesar do cuidado, fiquei todo arranhado da escaruma e pequenos ramos secos que picavam como agulhas. De outra vez, andei horas à procura de um felino que desapareceu. Pensando eu que ele tinha perdido o "tino" à casa, percorri quilómetros, mas não o encontrei. À noite fui ao terraço das traseiras e chamei por ele. Com espanto ouvi miar ao longe, repeti o chamamento e ele voltou a miar mais ainda, logo percebi que era o bichano que havia desaparecido. Estava num quintal inculto a cerca de 300 metros de casa, por detrás de imóveis com muros em volta e portanto não conseguia sair. Apesar de ser já bastante tarde, encetei a procura e com a ajuda preciosa de moradores daqueles prédios acabei por resgatar o gatinho e trazê-lo para casa. Mas foram muitas as boas e más recordações com que fiquei dos gatos que acolhi. Esta foto foi tirada há mais de um ano, um gatinho que a minha filha trouxe para casa e ao qual deu o nome de "bitchoia". Como era eu que normalmente tratava deles - como aconteceu com muitos outros -, ele gostava muito de estar perto de mim. Passava horas na carpete do escritório onde eu trabalhava, naquela posição, patinhas encolhidas, ronronando uma vez por outra, só saindo quando eu me levantava para fazer alguma coisa fora da sala. Passado uma semana de eu haver tirado esta foto, o "bitchoia" desapareceu, nunca mais volveu a casa. Teria ido às gatas e alguma o seduziu?

sábado, setembro 23, 2006

Beleza no entardecer


O entardecer do dia também enuncia beleza. Para aqueles que querem viver a vida em pleno, o final de algo nunca é fortuito, mas é encarado como um ciclo normal. Afinal só acaba aquilo que começou - ou se iniciou. Nessa etapa da vida, torna-se necessário fazer o balanço que poderá ser positivo ou negativo, de acordo com os nossos critérios. Quando iniciamos a caminhada, possìvelmente pensamos - ou traçamos - objectivos, quando fazemos o percurso final, também os devemos ter em conta. Não olvidando o tempo passado e aproveitando a experiência adquirida, só temos que assentar os pés na terra e dizer: ainda quero fazer. Cada um de nós sabe o que deseja e só tem que delinear o caminho, independentemente do tempo que tiver de vida. Será bom ter sempre presente que no fim do dia vem a escuridão, mas no dealbar de outro dia, surge a luz que, com todo o seu resplendor nos poderá ajudar a caminhar com esperança e porque não, com alegria. Eis uma sugestão que vos deixo ficar, lembrando que depois do negrume desponta a luz que poderá irradiar e transformar a nossa vida. Um bom fim de semana para todos.

quinta-feira, setembro 21, 2006

segunda-feira, setembro 18, 2006

Casamento gay no exército espanhol


Os noivos: Alberto Marchena e Alberto Fernández




Alcaide de Sevilla, noivos e madrinhas
Fotos de Kako Rangek

CASAMENTO GAY EM ESPANHA – A notícia

Com muita pompa, circunstância e sobretudo curiosidade, teve lugar na cidade de Sevilha-Espanha em 15 de Setembro passado a “boda” (casamento) de dois jovens espanhóis, Alberto Marchena de 27 anos e Alberto Fernández de 24 anos, com a particularidade de serem ambos militares do exército espanhol (aviação).
Após a alteração à legislação da vizinha Espanha que passou a permitir o casamento entre homossexuais, este foi o primeiro celebrado naquela cidade pelo alcaide Alfredo Sánchez Monteseirín.
O evento que, segundo as notícias, decorreu com normalidade, atraiu muitos curiosos e a imprensa, rádio e televisão. À entrada para o Ayuntamento de Sevilla, os noivos foram recebidos por um coro que cantou uma sevilhana. Curioso o estribilho da sevilhana: “Quanto te quero, este amor não tem cura, eu por teus beijos me perco neste mar de loucura”.
O povo da Andaluzia é exuberante e certamente que caprichou, viva a alegria e o mar de loucura.
Se desejar ver a notícia em pormenor – sugiro também a leitura dos muitos comentários, dado a diversidade de opiniões – consulte http://www.20minutos.es/





Pintura famosa de Adão e Eva no Paraíso



Comentário: os leitores habituais deste espaço possivelmente vão ficar surpreendidos com este texto, é natural pois quando existem tantos problemas em nosso redor no dia a dia, para quê falar de um casamento entre homossexuais e ainda para mais em Espanha?
De facto, pelo melindre do assunto não é fácil explicar, mas como é uma questão de princípio e valores, vou abordar o assunto, embora deva acrescentar que é a minha opinião pessoal que expresso e portanto espero a vossa tolerância.
Comecei por colocar a foto de uma pintura famosa que representa Adão e Eva, isso já permite deduzir algo do meu pensamento. Se verificarem, quando iniciei a notícia utilizei a palavra em espanhol “boda” que em português tem o significado de casamento – lá também – e porquê? SEM ser preconceituoso, discordo que a união entre dois homens (ou mulheres) seja considerado casamento. A história de milhares de anos está a ser alterada – será evolução ou regressão? - e os conceitos de vivência também. Está a sobrepor-se o individualismo sobre o colectivo, quando nós vivemos numa sociedade cada vez mais globalizada e globalizante. No sentido prático, qual a contribuição destas uniões para as gerações futuras? Não querem a continuidade, vão fazer adopções de filhos ou será apenas para satisfazer um direito que agora lhes é reconhecido (bem ou mal) ?
Cientìficamente não está provado que a homossexualidade seja adquirida através dos genes e portanto será uma questão de comportamento, em meu entender aberrante e contra natura.
Na cerimónia realizada, o Alcaide de Sevilha incentivou os dois jovens a “criarem uma família comprometida com a sociedade com igualdade e diversidade”. Penso que o conceito família – neste caso – está deturpado ou pelo menos é pouco claro. Não imagino o futuro do mundo com este tipo de famílias, creio que apenas servirão as ditas minorias, sejam homens ou mulheres. Que tipo de amor poderá unir estas famílias? Responda quem souber. A minha discordância nada tem a ver com motivos religiosos, mas sim por apelidarem este tipo de ligação como sendo casamento, podem dar-lhe outra designação, mas essa não é correcta tendo em conta os parâmetros naturais e históricos. Num casamento entre homem e mulher existe amor, atracção, um relacionamento de prazer, mas com objectivos que vão para além do próprio casal. Numa união homossexual também poderão estar presentes esses sentimentos, mas quanto a objectivos de procriação…… acho que estamos falados.
O ser humano tem liberdade de pensar e agir – no caso de Espanha até tem lei que permite estes enlaces -, só dessa forma eu admito as uniões deste género. Respeito a sua liberdade, mas não pactuo pelo que atrás explícito. Não me considero antiquado nem tão pouco “prá frentex”, é uma questão de princípios e bom senso. Afinal a vida é para ser vivida da melhor forma possível, mas tudo que é contra a natureza das coisas é nefasto ao ser humano. Que fique bem claro que não tenho nada contra os homens e mulheres que escolhem essa via de comportamento, apenas discordo, fazendo uso da liberdade que assiste a qualquer um, aos que seguem esse caminho e àqueles que como eu, não seguiram nem seguirão. É tão simples e claro como água cristalina que brota da montanha.


O povo diz que o casamento - normal ou tradicional - é uma carta fechada, será que em relação à união de homossexuais poderemos dizer que é um livro aberto à liberdade individual, ou pelo contrário poderá ser um livro que fechará um ciclo da história da humanidade? O desafio está feito, espero que haja leitores com coragem para debater o assunto, terei todo o prazer em os receber. Estou convicto de que haverá algo de positivo nestas uniões, portanto vamos tentar encontrar o lado bom e contrinuir para o aprofundamento da questão, valeu?

terça-feira, setembro 12, 2006

O Jardim do vizinho












Este post é uma homenagem à natureza e àquilo que é uma das suas mais belas oferendas para todos nós. Sempre gostei de flores, pois vejo através da imensidão das suas cores a pureza que nos permite imaginar o belo, para além do agradável odor que nos proporcionam. Se fosse pintor, o meu tema preferido seriam as flores, mas como gosto de fotografia é através de imagens que me exprimo. Tenho o prazer de ter a amizade de um vizinho que também gosta de flores. Estas fotos são dos seus canteiros, mesmo em frente à vivenda. Embora reformado, continua sempre activo, após ter deixado algumas dezenas de anos como gestor hoteleiro. Para além de outras actividades, tem uma paixão que lhe ocupa algumas horas durante o dia: as suas flores. Ele confessou-me que não "percebia" nada do seu cultivo, mas embrenhou-se no seu estudo, foi fazendo e hoje vemos o carinho com que trata das plantas. A prova disso está nas imagens que captei, as fotos são de minha autoria, mas o artista é ele. Parabéns. Certamente que o meu amigo terá tanto prazer como eu em vos proporcionar a possibilidade de disfrutar da beleza de flores simples, mas que "dizem" muito a quem - através delas - vê o carinho e amor pelas coisas boas da vida.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Pensamento de Vida


Dado que se trata de um pensamento, seria suposto nada mais acrescentar. Apesar disso, eu queria transmitir-vos um axioma que aprendi e que poderá ajudar positivamente a compreender melhor a meta, independentemente de concordarmos ou não. Ver, julgar e agir é algo que deve estar sempre presente na nossa acção. Uma boa avaliação exige uma tomada de posição firme e precisa, afinal é da nossa Vida que falamos, não é verdade?