Poesia será quando o Homem quiser
No azul infinito da esperança
Vagueiam nossos anseios desmedidos
Na luta diária da sobrevivência
Gastamos os nossos sentidos
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Nuvens escuras escondem tristezas
De azul colorimos os desejos
Trilhamos caminhos de incertezas
Sonhamos amores benfazejos
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Vida insípida do dia a dia
É a pedra do caminho
Numa etapa mais tardia
Colheremos o nosso destino
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Um corpo sem alma teremos
Um dia sem vida vai nascer
Nas asas de anjos voaremos
Rumo ao poente no entardecer
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Corpo não levaremos
O espírito substituiu o ser
Que fardo carregaremos?
Aquele que Deus nos der
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Para além do infinito
Há a estação de permanência
Será um lugar bonito?
Ou princípio da nossa ciência?
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Terra é mera passagem
Nascemos do nada feito ser
A vida é miragem
Que acaba sem se saber
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O Mundo é terra de poetas
Mulheres e Homens que escrevem o ser
Sentem e vivem as letras
Amam na vida o doce alvorecer
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Poema de Eduardo Santos
Nota: Dia 11 de Março é um dia para recordar. Não no melhor sentido, mas é necessário não esquecer o mal que ocorre no Mundo para lembrar que a vida humana é sagrada e que não há Homem ou Mulher que tenha o direito de a eliminar. O poema que escrevi acima é um desejo e um hino à vida humana. À liberdade individual e colectiva. Só assim é possível, vida + liberdade + responsabilidade = amor pela vida e respeito pela do próximo. Quero dedicar este simples poema a Nancy Moisés que hoje comemora 1 ano no blog Lua em Poemas bem assim como a todos aqueles poetas que cantam, através da escrita, a liberdade humana de criar. É uma homenagem este contributo humilde, mas de coração aberto. Obrigado.