
Há momentos em que sabe bem parar para pensar, daí o nome deste post: interlúdio. É um espaço de tempo que quero aproveitar para escrever sobre a mãe natureza e a beleza que encerra. O inverno é - normalmente - uma época que consideramos menos agradável. A chuva, o vento, o frio que nos tolhe os movimentos, o carro que custa a pegar, são tudo pequenos senão que temos de ultrapassar. Quando estamos com alguém que conhecemos pela primeira vêz - ou com quem não temos muita confiança - a primeira coisa que nos ocorre é falar no tempo. Hoje está mais frio que ontem....., choveu tanto esta noite....., era tão bom que amanhã fizesse sol .... e outras frases indênticas. Na verdade, também estas pequenas coisas são necessárias por muitos motivos, se não, vejamos. Estas últimas semanas tem alternado chuva com sol, frio com temperaturas mais elevadas - embora próprias da época - mas tudo isso é bom. Há menos de dois mêses coloquei estes narcisos na terra, foram crescendo e a semana passada já estavam a abrir, hoje têm este aspecto. É agradável a visão que proporcionam as suas campainhas de uma amarelo cor de ovo - inclinadas, como se estivessem a fazer-nos uma vénia - como que a dizer-nos: olá, aqui estamos. A natureza é sempre bela e quando não a vemos como tal, então não vemos bem, certamente. O belo é observado pelos olhos, absorvido pelo raciocínio e vivido com o coração. Quando se ama, o feio tranforma-se em bonito, não é verdade? A beleza que nos sugere as flores é uma oferta da natureza e poderemos interpretá-la como uma benção do Criador. Se amarmos a natureza, estaremos a amar o próximo também e por complemento Aquele que criou tudo isso. Compreender é fácil, viver amando é mais difícil, mas podem crer que é o mais belo que há.