sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Crise de líderes

Sou um acompanhante atento da actualidade nacional e hoje deparei-me com algumas afirmações produzidas por Belmiro de Azevedo (o patrão da SONAE, como é conhecido) no “Fórum para a Competitividade” que no mínimo, são preocupantes, mas em meu entender, correctas.
“Temos uma crise de líderes no Governo, temos uma crise de líderes nos partidos, temos uma crise de líderes entre os empresários e temos uma crise de líderes nos sindicatos”, foi a sua afirmação peremptória.
Acusou ainda os políticos de falarem “do que não sabem e prometem o que não podem cumprir”.
Para Belmiro de Azevedo não são necessários novos governantes: “Não precisamos de novos líderes, mas sim de bons líderes que tomem boas decisões”, acrescentou.
O presidente da SONAE critica a aposta do Governo no investimento público, referindo que tem dúvidas de que as grandes obras públicas ajudem a diminuir o desemprego e que vai haver muitos desempregados “altamente qualificados” e “muitos desqualificados para fazer pontes ou abrir túneis”.
É a radiografia que aquele empresário faz do estado actual das coisas.
Perante a situação económica actual, que alguns economistas dizem que o pior ainda estará para vir, ficamos espantados com as afirmações do actual primeiro-ministro publicadas ontem e que dão conta de que não quer fazer “qualquer pacto de regime com os sociais-democratas” com vista ao combate à crise económica e financeira em curso.
Ora, em momento tão grave para o nosso país em que só vejo uma saída possível, na minha modesta opinião e que era a formação de um Governo de Salvação Nacional que englobasse todos os partidos políticos, como é possível um líder não ver isso?
O actual Governo não devia recusar qualquer pacto, deveria, isso sim, era procurar com os restantes partidos encontrar uma forma – fosse um pacto ou qualquer outra – para criar as bases concretas para a resolução da crise, pois já basta não sabermos até onde ela irá e como terminará.
Perante isto, o que vemos? Governo e oposição continuam a empunhar as suas bandeiras partidárias e esquecem-se de que têm obrigações para com o povo que os elegeu.
Certamente que estes políticos não estão preocupados em perder o emprego ou as suas economias, pois sabem que para eles haverá sempre. Onde está a moral desta gente?
Não estarão esquecidos de que começam a pregar a estômagos vazios? O que poderá vir a acontecer em futuro muito próximo?
Seria bom que aqueles que detêm qualquer poder, sobretudo sobre a comunidade, reflectissem um pouco, pois se tal fizerem vão mudar de atitude e pensamento.
O povo português certamente que ficaria muito agradecido, mesmo sabendo que é essa a obrigação do Governo, mas se não o fizerem, a história os julgará.

5 comentários:

Philip Rangel disse...

Sinceridade..os povo tao nem ai o que cad anção qr fazer...pega o que deseja e faz....sem antes pergunta...ai os mais leigos aceitam numa boa...affe...sem comentarios...

abraços

bitu disse...

REGRESSEI E PASSEI PARA DIZER OLÁ E VER AS NOVIDADES.
BJ E BOA SEMANA

ellen disse...

Eduardo! não passei dificuldades antes do 25 Abril, porque era novita ainda :)
mas uma coisa é certa... o povo português em geral, mas há excepções como em tudo, pelo que me é dado a observar é fraco em exercício mental,além de comer muito queijo logo esquece rapidamente :)
Venha outro Salazar porque o povo conforma-se e depois para se distaír um bocadito, faz outra revolução mas de rosas desta vez :) ou quem sabe de urtigas????
:))))

Um abraço

ellen disse...

E deixei o meu agradecimento da sua visita no meu post :)

€ster disse...

Olá amigo!

Muito obrigada pelas suas gentis palavras em resposta a minha postagem!

Seu tema é polêmico e pertinente, gostei da forma como vc abordou o assunto!

Parabéns pela sua excelente participação na coletiva, obrigada de coração!


abs,