terça-feira, junho 09, 2009

A minha aldeia



O desafio foi lançado pela Susana, do "Aldeia da minha vida"e estou a corresponder. Para isso tive que ir ao meu baú de recordações, o mesmo é dizer, ao meu álbum de fotos. Aqui temos uma fotografia de Setembro de 1962 tirada no dia da festa da Padroeira N.S. da Lapa que se comemora a 8 de Setembro. Trata-se de uma capela que existe na freguesia de Lagares, concelho de Penafiel e a cerca de 30 km do Porto. A foto é original, fui eu que a "bati". Após esta data, poucas vezes voltei à "minha" aldeia de nascimento, pois a vida de mais de cinquenta anos (como o tempo passa...) foi por outras paragens. Contudo, confesso que muitas vezes me assaltou a saudade desses tempos maravilhosos da minha infância, apesar de terem sido difíceis. Recordo-me ainda de vários pormenores desses tempos, como o ir até à ribeira e procurar o peixe - e apanhá-lo à mão - em límpidas águas - (não havia a poluição de hoje), subir às árvores para apanhar fruta (nem que fosse dos lavradores próximos), de correr descalço pelos caminhos (sapatos não eram precisos...) e tantas outras coisas como as brincadeiras (lembram-se do jogo da macaca?), as corridas, as bulhas com os colegas. Tempos nunca esquecidos, mas que jamais voltam. Recordo a minha aldeia com alguma saudade, sobretudo porque foi um tempo que vivi despreocupadamente. Hoje, faço parte de uma aldeia global, mas as recordações da aldeia da minha infância perduram.

Postagem integrada na Blogagem Colectiva de "Aldeia da minha vida"

4 comentários:

Chica disse...

Parabéns! Lindas lembranças e elas são importantes em nossas vidas.um abraço,chica

Daniel Savio disse...

Sempre temos um lugar que nos toca...

Alguns com boas lembraças, outras, nem tanto....

Fique com Deus, menino Eduardo.
Um abraço.

Sandra disse...

Nossos lugares de estimação, nunca o esquecemos. e sempre queremos retornar um dia.
com carinho
Sandra
Tem selo em curiosa
Passe lá. Ele é seu também.
Bjs.
Sandra

Conceição Duarte disse...

Grandes tempos... Quanta saudades... Maravilha meu amigo! Adorei, sem eira nem beira... e nós nem sabíamos, disso. Era tão bom hehehehe Valeu!, CON