sexta-feira, agosto 11, 2006

Amor














Vamos falar de amor. Mas o que que poderemos dizer que não haja sido dito ou escrito? Tantos escritores se pronunciaram sobre o amor e desamor, ouvimos diáriamente falar nele mas, quantas vezes, para dizerem e até provarem que ele não existe ou simplesmente, que é escasso. Que ele existe, não há dúvida. A grande incógnita é a nossa (de cada um) "medida" ou conceito do que é o amor.
As palavras que escrevi no pergaminho - é habitual serem pensamentos positivos ou lapidares e não interrogações -, nada definem, apenas têm a finalidade de nos fazerem pensar na interrogativa, mas o amor não será isso mesmo? Pensei em colocar a primeira frase na afirmativa - por me parecer correcta e abrangente, pois quem tem amor, tudo supera - mas li e reli e concluí ser mais oportuno pô-la também na interrogativa. Já a segunda frase deixou-me sérias dúvidas se a interpetrásse na afirmativa, mas caso seguisse a linha de pensamento de afirmativa na primeira, também poderia encará-la pela positiva, porque não? Finalmente a terceira frase que é uma realidade palpável e que põe em dúvida a segunda numa possível afirmação - quem sofre, não ama - é completada com a pergunta: é possível nos nossos tempos? Também esta complementariedade poderia ser na afirmativa. Será que isto não é uma enorme confusão? Dúvidas, mais dúvidas, mas afinal em que ficamos? Não tenho grandes alternativas, eu também as tenho. O próprio dicionário de português diz: amor (substantivo masculino) dando como significado: afeição, paixão, afecto, inclinação. Substantivo masculino e porque não haveria de ser feminino? A proveniência da palavra é latina - amòre -, talvêz nos ajude a compreender o porquê de ser masculino, ou não.
Eu gostaria de vos ajudar e dizer que o amor é a coisa mais maravilhosa que o ser humano tem, mas quantos o reconhecem e pôem em prática? Penso que terá de começar por cada um de nós, devagar, de mansinho, como quem não quer a coisa (a frase não é minha, penso que a ouvi) e começar por gostar um pouco mais de nós - sem egocentrismos -, irradiando o amor que em nós existe. Quantas vezes não tivemos ao nosso lado um amigo que precisou de uma palavra de conforto e não a demos; um filho que precisou de auxílio e não o concedemos; uma palavra carinhosa para a esposa(o) e esquecemos de o fazer? E tantas outras coisas que deixamos de fazer, só porque não estávamos atentos. O que passou já não podemos corrigir, mas hoje é um novo dia, se houver amanhã, será outro e por aí adiante, portanto vamos em frente esbanjando (sim, esbanjando) o amor que temos dentro de nós, só assim poderemos aspirar à felicidade e contribuir para o bem dos outros.
Com afecto e o desejo sincero de que sejam felizes.

2 comentários:

Conchita Machado disse...

Parabéns pelo texto!...
Adorei.
Voltarei mais vezes.

Desejo Verão feliz e descansado.
Seja sempre Bem-Vindo/a.

Beijinho
ConchitaMachado

Luisa disse...

Quem sofre não ama??? Mas alguém pode pôr em dúvida que quem sofre não pode sentir amor? Muito pelo contrário: os que muito sofrem são os que muito amam porque se não amassem tanto os outros não sofreriam por eles. Quanto a definições para o Amor, acho que todas são insuficientes porque o Amor vive-se, não se diz