segunda-feira, setembro 18, 2006

Casamento gay no exército espanhol


Os noivos: Alberto Marchena e Alberto Fernández




Alcaide de Sevilla, noivos e madrinhas
Fotos de Kako Rangek

CASAMENTO GAY EM ESPANHA – A notícia

Com muita pompa, circunstância e sobretudo curiosidade, teve lugar na cidade de Sevilha-Espanha em 15 de Setembro passado a “boda” (casamento) de dois jovens espanhóis, Alberto Marchena de 27 anos e Alberto Fernández de 24 anos, com a particularidade de serem ambos militares do exército espanhol (aviação).
Após a alteração à legislação da vizinha Espanha que passou a permitir o casamento entre homossexuais, este foi o primeiro celebrado naquela cidade pelo alcaide Alfredo Sánchez Monteseirín.
O evento que, segundo as notícias, decorreu com normalidade, atraiu muitos curiosos e a imprensa, rádio e televisão. À entrada para o Ayuntamento de Sevilla, os noivos foram recebidos por um coro que cantou uma sevilhana. Curioso o estribilho da sevilhana: “Quanto te quero, este amor não tem cura, eu por teus beijos me perco neste mar de loucura”.
O povo da Andaluzia é exuberante e certamente que caprichou, viva a alegria e o mar de loucura.
Se desejar ver a notícia em pormenor – sugiro também a leitura dos muitos comentários, dado a diversidade de opiniões – consulte http://www.20minutos.es/





Pintura famosa de Adão e Eva no Paraíso



Comentário: os leitores habituais deste espaço possivelmente vão ficar surpreendidos com este texto, é natural pois quando existem tantos problemas em nosso redor no dia a dia, para quê falar de um casamento entre homossexuais e ainda para mais em Espanha?
De facto, pelo melindre do assunto não é fácil explicar, mas como é uma questão de princípio e valores, vou abordar o assunto, embora deva acrescentar que é a minha opinião pessoal que expresso e portanto espero a vossa tolerância.
Comecei por colocar a foto de uma pintura famosa que representa Adão e Eva, isso já permite deduzir algo do meu pensamento. Se verificarem, quando iniciei a notícia utilizei a palavra em espanhol “boda” que em português tem o significado de casamento – lá também – e porquê? SEM ser preconceituoso, discordo que a união entre dois homens (ou mulheres) seja considerado casamento. A história de milhares de anos está a ser alterada – será evolução ou regressão? - e os conceitos de vivência também. Está a sobrepor-se o individualismo sobre o colectivo, quando nós vivemos numa sociedade cada vez mais globalizada e globalizante. No sentido prático, qual a contribuição destas uniões para as gerações futuras? Não querem a continuidade, vão fazer adopções de filhos ou será apenas para satisfazer um direito que agora lhes é reconhecido (bem ou mal) ?
Cientìficamente não está provado que a homossexualidade seja adquirida através dos genes e portanto será uma questão de comportamento, em meu entender aberrante e contra natura.
Na cerimónia realizada, o Alcaide de Sevilha incentivou os dois jovens a “criarem uma família comprometida com a sociedade com igualdade e diversidade”. Penso que o conceito família – neste caso – está deturpado ou pelo menos é pouco claro. Não imagino o futuro do mundo com este tipo de famílias, creio que apenas servirão as ditas minorias, sejam homens ou mulheres. Que tipo de amor poderá unir estas famílias? Responda quem souber. A minha discordância nada tem a ver com motivos religiosos, mas sim por apelidarem este tipo de ligação como sendo casamento, podem dar-lhe outra designação, mas essa não é correcta tendo em conta os parâmetros naturais e históricos. Num casamento entre homem e mulher existe amor, atracção, um relacionamento de prazer, mas com objectivos que vão para além do próprio casal. Numa união homossexual também poderão estar presentes esses sentimentos, mas quanto a objectivos de procriação…… acho que estamos falados.
O ser humano tem liberdade de pensar e agir – no caso de Espanha até tem lei que permite estes enlaces -, só dessa forma eu admito as uniões deste género. Respeito a sua liberdade, mas não pactuo pelo que atrás explícito. Não me considero antiquado nem tão pouco “prá frentex”, é uma questão de princípios e bom senso. Afinal a vida é para ser vivida da melhor forma possível, mas tudo que é contra a natureza das coisas é nefasto ao ser humano. Que fique bem claro que não tenho nada contra os homens e mulheres que escolhem essa via de comportamento, apenas discordo, fazendo uso da liberdade que assiste a qualquer um, aos que seguem esse caminho e àqueles que como eu, não seguiram nem seguirão. É tão simples e claro como água cristalina que brota da montanha.


O povo diz que o casamento - normal ou tradicional - é uma carta fechada, será que em relação à união de homossexuais poderemos dizer que é um livro aberto à liberdade individual, ou pelo contrário poderá ser um livro que fechará um ciclo da história da humanidade? O desafio está feito, espero que haja leitores com coragem para debater o assunto, terei todo o prazer em os receber. Estou convicto de que haverá algo de positivo nestas uniões, portanto vamos tentar encontrar o lado bom e contrinuir para o aprofundamento da questão, valeu?

6 comentários:

Ana Karina disse...

Oiê!!!
É sempre muito bom receber os amigos no cantinho da gente!!!
E aquele casamento ou bodas Gay, vc os conhece???
Aqui no Brasil ainda não é permitido casamento entre homosexuais, acho isso uma grande palhaçada, porque cada um tem o direito de escolher com que quer ficar para o resto da vida e isso não é obrigação do governo!!!
Beijokas e continue a me visitar!!!

Luisa disse...

Que cada um viva como quiser e com quem quiser mas não chamem casamento a estas uniões!!!! E não nos obriguem a reconhecê-las como tal.

Pedro Lemos disse...

e viva a liberdade! Julgo que qualquer um merecer ser reconhecido pelo que faz e pelo que representa, e não deve ser julgado pela sua orientação sexual por isso é um aspecto tão pequeno na caracterização das pessoas e visto com tanto receio e falta de informação.

Eduardo Santos disse...

Caro Pedro Lemos. Agradeço o seu comentário e como não tenho elementos de contacto, faço aqui o comentário ao seu comentário. Creio que o meu amigo não reparou atentamente no texto, os pontos de vista que exprime são idênticos aos meus, mas o problema não está nos comportamentos - que eu respeito - mas nos valores. Quanto ao receio e falta de informação, também não é comigo, pois no texto digo apenas aquilo que considero útil e necessário para o efeito. Saudações e seja sempre bem-vindo.

Anônimo disse...

primeiramente é assunto para muito tempo e inteligencia ao referir ao que nao se conhece bem... mas que principio? atirar crianças pelas janelas é um fato do mundo hetero que se tornou normal.... eu sou a favor somente de amor!

Anônimo disse...

o que eu estava procurando, obrigado