
quarta-feira, dezembro 31, 2008
Bom Ano 2009

quarta-feira, dezembro 24, 2008
Natal hoje

terça-feira, novembro 18, 2008
Dia da folha

terça-feira, novembro 04, 2008
Política

No dicionário da língua portuguesa encontramos, para quem não sabe, o significado desta palavra: ciência ou arte de governar uma nação; orientação administrativa de um governo e por aí adiante. Ou seja, as pedras basilares do exercício da política deveriam ser a arte, ciência e orientação em prole dos povos que cada nação administra. Leram bem, sim, eu disse: deveriam ser, mas de facto não são, ou antes, aqueles substantivos têm uma interpretação oposta ao seu verdadeiro significado. Exercer política é uma arte nobre, sempre a entendi como tal, mas há políticos que fazem da mesma uma reles arte onde a verdade e a defesa do cidadão não têm lugar. Mas isso não sucede apenas em Portugal, acontece um pouco por tudo o mundo. Contudo, neste momento o que nos interessa é o nosso país, vamos reflectir um pouco sobre isso. Confesso que, pessoalmente, nunca me inclinei para a prática política, mas a verdade é que a mesma é tão importante nas nossas vidas que nunca descurei o acompanhamento desse exercício ao longo da minha vida. Não tive oportunidade de exercer a cidadania - através do voto - antes do levantamento de 25 de Abril de 1974, mas após essa data nunca permiti aos outros que decidissem por mim, mesmo quando aqueles em quem votei não cumpriram o que haviam prometido. Se eles não foram sérios, eu fui coerente e espero continuar a ser. É através do exercício da governação que um povo pode, ou não, ter uma vida digna. Há todo um conjunto de "poderes" - só ao alcance de quem os exerce - que acaba por ser imposto a uma nação, sem que aqueles que a compõem disponham de meios para se defenderem, mesmo em democracia. Nós elegemos um governo, mas este depois de eleito passa a deter o poder de nos representar, mesmo que actue contra os nossos interesses! É a dura realidade. Um governo tem a obrigação de proporcionar a todos os cidadãos as condições e os meios necessários à vivência de um dia a dia com dignidade, isso faz parte do articulado da Constituição da República e como tal deveria ser respeitado. Contudo, olhando em volta, o que vemos? A sociedade portuguesa é formada agora por duas camadas de população: os que estão bem na vida e aqueles que pouco ou nada têm. Dirão: mas sempre houve ricos e pobres, sim, isso é verdade, mas será bom notar que o número daqueles que pouco têm ainda não parou de aumentar. O nosso país é o que tem menor rendimento per capita na União Europeia, isso diz-nos alguma coisa? Claro que diz, pois sentimos na pele, apesar de nos quererem convencer que isto nunca esteve tão bom, de facto está bom, mas apenas para alguns. Eu nunca fui, nem sou contra os políticos, apenas abomino a forma como esses senhores fazem politica. Certamente que todos queremos políticos sérios e competentes para nos dirigirem, mas eu começo a perder a esperança de ainda ter a felicidade de beneficiar de uma situação onde esses valores sejam postos em prática por aqueles que detêm o poder. Estamos no meio de uma crise financeira que dentro de pouco será económica a nível mundial, estão a ser tomadas decisões que vão afectar o nosso presente e possivelmente o futuro dos nossos filhos e netos, devemos exigir que aqueles que elegemos cumpram o seu dever. Há alguns anos que estamos a assistir ao peso do Estado sobre o cidadão, será que isso vai continuar? Haverá alguma diferença entre o esmagamento económico do cidadão e aquele que outrora foi feito pelos tanques em Praga, por exemplo? Claro que há, mas a imagem tem que ser rude e suficiente explicativa. Já "cheira" a eleições e a única arma do povo é o voto. Espero que cada um de nós seja capaz de se exprimir livre e conscientemente no sentido de entregar os destinos da nação a dirigentes que reúnam condições morais para tal. O voto é das poucas coisas que nos resta da democracia, saibamos usá-lo em favor dos que mais precisam, daqueles que pouco ou nada têm.
quarta-feira, outubro 29, 2008
Menina à janela

segunda-feira, outubro 20, 2008
Natureza sublime

sábado, outubro 11, 2008
Sonhos, só sonhos

quarta-feira, setembro 24, 2008
Espelho da alma

quinta-feira, setembro 11, 2008
A Verdade

Quando comecei a escrever este texto pensei em muitas coisas que poderiam ilustrar a verdade, mas na realidade tive dificuldade em articular os sentidos na procura de uma imagem que, porventura, pudesse consubstanciar a verdade. Acabei por escolher uma foto de água límpida de uma ribeira envolta por grandes pedras. O significado é óbvio. Todos nós somos livres para aceitar, defender e praticar a verdade, praticar sim, pois a verdade pratica-se. A verdade é um bem precioso, inestimável e pode ser um factor de união da humanidade, assim como a mentira é um mal execrável, podendo ser uma forma de divisão desumana e até cruel.
A nossa sociedade actual não dá valor à verdade, mas viver sem ela é impossível. Vida sem verdade não é vida. Dizer sim quando deve ser e não quando tem de ser não é fácil, pois por vezes tem que ser contra tudo e contra todos. Vergílio Ferreira diz no seu livro Pensar: berra o teu sim ou o teu não e deixa aos fracos o talvez. Os erros passam, mas a verdade fica porque faz parte do nosso ser.
No dia a dia somos confrontados com a falta de verdade que nos surge de todos os quadrantes, a comunicação social que entra em nossas casas veicula mais a mentira que a verdade, utilizando muitas vezes as meias verdades para vender o seu peixe. Em Portugal – e no Mundo – há uma classe de pessoas que, em permanência, faz o jogo interpretativo da verdade de uma maneira peculiar: os políticos. Eles não “mentem” – sabem que, por chamar mentiroso a alguém, o sujeito pode processar-nos? - apenas não dizem a verdade, na maior parte dos casos, contornando-a.
A apreciação que o escritor Eça de Queiroz fazia em 1867 dos políticos de então assenta bem – ainda hoje – à nossa classe política:
“Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expedientes. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha.
Eça de Queiroz, in 'Distrito de Évora (1867).
Apesar do que acima fica dito, ainda penso que não devemos generalizar, mas a excepção à regra é muito reduzida. Os povos têm direito à verdade e nem o Estado se deve sobrepor a tal disposição. Democracia e liberdade não são incompatíveis com a verdade e devem ser respeitadas pelos governantes até ao limite, só assim terão direito ao apreço do povo que governam.
sexta-feira, agosto 29, 2008
As grades da vida

segunda-feira, agosto 25, 2008
Solidão

Em ti jamais me sentarei
Quero estar pronto no Estio
Mas só de pé me manterei
*
Quando chegares irmã morte
Encontrar-me-ás à espera
Leva-me em tua sorte
Serei tudo menos o que era
*
Em pé continuarei a ser eu
Firme nas convicções vividas
Só hirto e gelado serei teu
Qual esfinge de feições lívidas
*
Corpo despido de matéria
Serei apenas alma do Criador
Longe estará a miséria
De uma vida sem amor
*
Esperança é porto firme
Luz é lugar perene
À vida das trevas serei imune
Com o meu Senhor ao leme
*
Voarei para lugar marcado
Sem amarras e sem asas
Deixarei o meu pecado
Levitando sobre as casas
*
Sem pés caminharei
Sem braços abraçarei
Àquele que me receber
Meu coração entregarei
*
Parece irreal mas chama-se lucidez
O pensamento é livre e divaga
Sempre quis a pura nudez
Mesmo que seja uma verdade amarga
*
Para além da morte há vida
Qual será o seu sentido?
Pergunto porque tenho dúvida
Ai de alguém que me tenha mentido
*
Se for verdade rejubilarei
Mas se for mentira revoltar-me-ei
Apesar disso pouco me importa
Porque na verdade não sei onde estarei
ES
domingo, agosto 10, 2008
Tempo de ter Tempo

domingo, março 23, 2008
Ressurreição

sábado, fevereiro 16, 2008
Somos pó

"Lembra-te que és pó. E ao pó retornarás". A frase é do livro de Eclesiastes e tem a finalidade de lembrar ao homem a sua condição perecível e transitória neste Mundo. A Igreja católica recorda-a em quarta-feira de Cinzas apelando aos crentes no sentido da penitência. Para católicos ou não, esta é uma realidade intransponível, independentemente da sua vontade. A matéria humana de que somos feitos tem o seu princípio e fim. No entanto, enquanto vida, é solidificada pela alma que, essa sim, permanecerá para sempre. Porém, será lícito que me respondam: isso é uma questão de fé, também é verdade, mas sem fé nada conseguimos e através dela mantemos a esperança na luta por uma vida melhor, acreditando que existe algo mais para além de um corpo que se tornará em pó. Abençoados aqueles que acreditarem, disse o Senhor. Estas palavras vêm no contexto da Vida que o Criador nos concedeu. Nada - no sentido material e da compreensão humana - nos prova que haja vida para além da morte, por isso a fé é um dom de Deus e como tal devemos cultivá-la. A Igreja católica, pela voz da bispo do Porto, D. Manuel Clemente, advoga que para esta quadra quaresmal (o tempo de preparação para a ressurreição do Senhor) as ofertas dos fieis sejam canalizadas para "tudo quanto defenda e promova a vida, da concepção à morte natural". Instituições de solidariedade social que promovam a assistência à terceira idade, apoio aos toxicodependentes ou combatam a prostituição, poderão ser contemplados pela sua acção. É uma forma digna e eficaz de apoiar a Vida. Todos nós, católicos ou não católicos, temos em consciência a obrigação de apoiar a Vida que é um valor supremo - mesmo que a sociedade não o faça e os poderes constituídos não assumam o seu dever em promovê-la, apoiá-la e defendê-la. Cristo morreu para nos dar a Vida, não desistamos dela e teremos a devida compensação. Paz e bem para todos.
domingo, janeiro 20, 2008
Água de Fátima

sexta-feira, janeiro 11, 2008
Balanço de 2007
Nada melhor para primeiro post do ano de que começar por fazer o balanço do anterior. No ano de 2007 comemoraram-se 90 anos das aparições de Nossa Senhora. O Santuário de Fátima organizou diversos eventos de carácter formativo, informativo e cultural ao longo do ano, como congressos, conferências, colóquios, exposições e espectáculos diversos, com destaque para a música e teatro religioso, isso para além das cerimónias habituais destinadas aos peregrinos. Pela relevância, há duas realizações que merecem especial destaque: Os Congressos Internacionais. O primeiro que ocorreu de 9 a 12 de Maio sob o tema "Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo" e o segundo de 9 a 12 de Outubro sobre: "Fátima para o Século XXI". Qualquer destes eventos reuniu personalidades da Igreja e leigos de diversos quadrantes para tratar e debater o papel das aparições na vida da Igreja e do Mundo moderno. O congresso de Maio envolvendo aspectos de índole pastoral e o de Outubro de natureza científica, mas qualquer deles de primordial importância. Para encerramento das comemorações esteve presente o Legado do Papa, Cardeal Tarcisio Bertone, que presidiu não só ás cerimónias da peregrinação de Outubro, como à bênção da nova Igreja da Santíssima Trindade, obra de grande vulto. Uma nota final a reter: Tudo indica que Fátima deverá ter recebido neste ano de 2007 o maior número de visitantes até agora, um número não inferior a cinco milhões de peregrinos, embora seja um dado estatístico ainda a confirmar.